Informação sobre esclerose, causas, sintomas e tratamento da esclerose, identificando o diagnóstico de esclerose múltipla, sistémica, lateral amiotrófica e tuberosa, com dicas que permitem melhorar a qualidade de vida de quem sofre desta doença.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sintomas de Esclerose sistêmica

Em geral, os sintomas iniciais da esclerose sistêmica são inchaço e, depois, espessamento da pele, principalmente na ponta dos dedos. O fenômeno de Raynaud também é comum. Ele ocorre quando paciente expõe as extremidades do corpo à baixas temperaturas, o suprimento de oxigênio sofre uma redução, e isso torna a pele empalidecida, fria e,às vezes, dormente e arroxeada.
Azia, dificuldade de engolir e falta de ar também podem ser os primeiros sintomas.
Além disso, dores em várias articulações acompanham os sintomas iniciais e podem estar associadas a inflamação dos músculos (polimiosite).
A esclerose sistêmica pode danificar grandes áreas de pele ou somente atingir os dedos (esclerodactilia). Algumas vezes a doença fica restrita à pele; em outras, é progressiva e atinge vários órgãos. A pele torna-se esticada (sem rugas), brilhante e mais escura e a abertura da boca diminui. Telangiectasias, que são dilatações dos vasos sangüíneos, podem aparecer nos dedos, no peito, no rosto e na língua, e calcificações podem desenvolver-se nas articulações.
Em casos mais avançados, dedos, pulsos e cotovelos podem ficar “paralisados”, formando uma contratura em flexão, devido ao espessamento da pele.
O espessamento pode atingir também o esôfago, que liga a boca ao estômago. Com isso, a comida não é impulsionada até o estômago eficientemente.
Uma anormalidade no esôfago que predispõe ao câncer esofágico, chamada esôfago de Barrett, ocorre em um terço dos pacientes com esclerose sistêmica. A doença também prejudica a função intestinal. O trânsito intestinal fica mais lento, o que propicia o crescimento excessivo de bactérias e pode levar a má absorção dos nutrientes e, conseqüentemente, perda de peso.
A esclerose sistêmica pode causar fibrose nos pulmões, o que leva à falta de ar durante exercícios. Os vasos sangüíneos que suprem os pulmões podem ser afetados, e suas paredes tornam-se mais grossas, estreitando o diâmetro e dificultando a passagem da corrente sanguínea. Com isso, a pressão dentro das artérias do pulmão aumenta, causando o que se chama de hipertensão pulmonar.
Além disso, a esclerose sistêmica, quando atinge o coração, pode ser causa de arritmias e de insuficiência cardíaca.
Se a esclerose sistêmica atingir os rins, o primeiro sintoma de dano renal é o rápido e intenso aumento da pressão arterial, que pode levar à perda da função dos rins. Isso é um sinal de mau prognóstico, mas em geral o tratamento rápido controla essa situação.
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