Informação sobre esclerose, causas, sintomas e tratamento da esclerose, identificando o diagnóstico de esclerose múltipla, sistémica e outras


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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Tratamentos disponíveis para esclerose múltipla

Enquanto não existe atualmente nenhuma "cura" para esclerose múltipla, os tratamentos estão disponíveis para lidar com diferentes aspetos da doença. Estes tratamentos podem ser divididas em quatro categorias principais.

1. Tratamento da recaída

Surtos agudos ou recaídas são geralmente geridos pela administração de corticosteróides (por exemplo: metilprednisolona ou prednisona), que podem encurtar a duração de um ataque e reprimir a sua gravidade. Estes podem ser tomados por via oral ou por via intravenosa. 

2. Terapia de modificação da doença (prevenção de recaídas)

Um número de agentes geralmente classificados como "agentes modificadores da doença" são agora capazes de reduzir o número de recidivas e desenvolvimento de novas lesões cerebrais observadas em exames de Ressonância Magnética. Os mais amplamente usados são descritos como agentes de imunomodulação e incluem o beta-interferão (Avonex ®, Betaferon ® e Rebif ®), e acetato de glatiramer (Copaxone ®). Estes tratamentos são caros, e devem ser administrados por injeção regular, que devem ser continuados indefinidamente para manter o efeito. Agentes de supressão imunológica, como mitoxantrona (Novantrone) também podem ser utilizados. Na Nova Zelândia só Betaferon ® e Avonex ® são ctualmente financiados, e o acesso ao tratamento é restrito a pessoas com recaídas frequentes e incapacidade residual significativa.

3. Gestão de sintomas

A terapia está disponível para aliviar muitos dos sintomas associados à esclerose múltipla. As opções de tratamento podem incluir fisioterapia e medicação.

4. Reabilitação

Embora possa não ser possível melhorar todas as funções perdidas, pessoas com esclerose múltipla devem tentar otimizar a sua condição física, mental e social.
Depois de uma exacerbação, pode haver a necessidade de reabilitação. Durante os períodos de remissão, pessoas com esclerose múltipla devem participar de um programa de terapia de manutenção para alcançar e sustentar a sua condição física ideal. Isto pode envolver fisioterapia, exercícios de alongamento e de coordenação. Também pode incluir medicação, boa nutrição e aconselhamento. Pode haver a necessidade de mudanças de estilos de vida (sociais e profissionais).


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Tratamento da Esclerose Múltipla

O tratamento de Esclerose Múltipla é baseado em ensaios clínicos da década de 1990, em que quatro fármacos foram testados contra placebo, todos com resultados favoráveis.
Atualmente, há novos estudos head-to-head e também meta-análises de diferentes tratamentos. O uso de imunossupressores não é a primeira opção, mas a azatioprina mostrou-se eficaz, como demonstrado em alguns ensaios clínicos e em meta-análise recente. O uso de mitoxantrona, que parecia promissor, atualmente vem sendo evitado, pois diversas séries de casos demonstraram baixo perfil de segurança. O uso de corticosteroides a longo prazo não é recomendado no tratamento de Esclerose Múltipla, tampouco a associação de medicamentos devido à falta de evidências de benefício terapêutico.
Em casos de Esclerose Múltipla remitente-recorrente refratários a betainterferona, preconiza-se trocá-la por glatirâmer, pois há elevada taxa de anticorpos neutralizantes que reduzem a eficácia das interferonas. Se após a troca persistirem os surtos e a progressão da doença, recomenda-se natalizumabe, anticorpo monoclonal que reduz a taxa de surtos e a progressão da incapacidade. O natalizumabe é o medicamento indicado para casos de refratariedade ou falha terapêutica aos imunomoduladores (interferonas ou glatirâmer). Portanto, a recomendação do natalizumabe deve ocorrer somente após ter sido tentado o uso de betainterferona e de glatirâmer. Se o paciente iniciou o tratamento para Esclerose Múltipla com glatirâmer e houve falha terapêutica, este deve ser substituído por betainterferona. Se esta também falhar, deve-se trocá-la por natalizumabe. Em outro cenário, se o paciente iniciou o tratamento com betainterferona e houve falha terapêutica, esta deve ser substituída por glatirâmer. Se houver nova falha terapêutica, recomenda-se a troca para natalizumabe.
Reação adversa grave, a leucoencefalopatia multifocal progressiva já foi relatada quando em associação com betainterferona. Em função dos casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva, preconiza-se o uso do natalizumabe sem qualquer associação com outro imunomodulador ou imunossupressor, sendo esta uma condição indispensável para sua administração. Em suma, glatirâmer e betainterferonas, igualmente eficazes, são os fármacos de primeira escolha. A escolha muitas vezes é definida pela via de administração, por intervalo ou por perfil de efeitos adversos.
A azatioprina deve ser utilizada em casos de pouca adesão às formas parenterais (intramuscular, subcutânea ou endovenosa), sendo uma opção menos eficaz. Recomenda-se que o natalizumabe seja iniciado em casos refratários tanto a betainterferonas quanto a glatirâmer. A metilprednisolona é recomendada para o tratamento de surto de EM, podendo ser utilizada por 3-5 dias, devendo-se suspender nesse período o uso de outros medicamentos.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Tratamento fisioterapêutico da Esclerose Lateral Amiotrófica

O tratamento para o paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica será de acordo com o aparecimento de cada sintoma. Esse tratamento será concentrado em trabalhos de alongamentos, coordenação motora, exercícios ativos, reeducação postural, posicionamento, treino de transferências, trabalho respiratório, treino de funcionalidade, hidroterapia, prevenção de fadiga e orientações aos cuidadores.
O exercício terapêutico tem como objetivo manter, corrigir e/ou recuperar uma determinada função, ou seja, restaurar a função normal de corpo ou manter o bem estar . Sua principal finalidade é a manutenção ou desenvolvimento do movimento livre para a sua função, e seus efeitos baseiam-se no desenvolvimento, melhora, restauração e manutenção da força, da resistência à fadiga, da mobilidade e flexibilidade, do relaxamento e da coordenação motora.

Tratamento de Esclerose Lateral Amiotrófica

Várias estratégias modificadoras da doença têm sido testadas em ensaios clínicos, mas apenas um medicamento (riluzol) foi aprovado até agora. Bensimon e cols. publicaram o primeiro estudo duplo-cego, randomizado, avaliando o papel do riluzol na Esclerose Lateral Amiotrófica. Foram estratificados 155 pacientes de acordo com a topografia de início da doença e submetidos ao tratamento com riluzol na dose de 100 mg/dia. Após 573 dias, 58% dos pacientes do grupo placebo estavam vivos, em contraste com 74% do grupo riluzol. O subgrupo mais beneficiado apresentava doença em nível bulbar na fase inicial, com aumento de sobrevida de aproximadamente 2-3 meses. Além disso, a perda de força muscular foi significativamente mais lenta no grupo tratado. Um estudo publicado 2 anos mais tarde, envolvendo centros americanos e um número maior de pacientes, confirmou estes achados.
Depois da publicação de uma revisão sistemática do grupo Cochrane e uma avaliação pelo Institute for Clinical Excellence (NICE) do Reino Unido, foram recomendados estudos adicionais para investigar os aspectos do potencial de efetividade do riluzol na Esclerose Lateral Amiotrófica. O uso deste medicamento tem resultado em uma sobrevida maior do que a reportada nos ensaios clínicos randomizados controlados, achado que necessita de confirmação.

Tratamento de Esclerose sistêmica

Nenhum medicamento pode parar a progressão da esclerose sistêmica. Entretanto, há drogas que podem aliviar os sintomas e reduzir o dano provocado nos órgãos-alvo. Além disso, não há drogas capazes de parar ou reverter o espessamento da pele.
Antiinflamatórios não-esteróides podem aliviar as dores articulares. Nos pacientes que sentem fraqueza muscular pela polimiosite, pode ser necessário o uso de corticóide. Drogas que suprimem o sistema imunológico, como ciclofosfamida e azatioprina, podem ajudar os pacientes em que os pulmões foram afetados.
Para alívio da azia, recomendam-se refeições pequenas e uso de antiácidos e inibidores da bomba de prótons (que diminuem a produção de suco gástrico). Além disso, dormir com a cabeceira da cama elevada em geral também ajuda. O uso de antibióticos como a tetraciclina pode prevenir a má-absorção, pois impede o crescimento excessivo de bactérias no intestino.
Nifedipina é um medicamento que causa dilatação dos vasos sangüíneos. Por isso, ele é útil na diminuição das manifestações do fenômeno de Raynaud. Manter os dedos das mãos e dos pés aquecidos e protegidos do frio impede novas crises de Raynaud e seus conseqüentes danos. Drogas usadas para hipertensão, como os inibidores da enzima de conversão da angiotensina, são muito usadas para tratar a doença renal e o aumento da pressão arterial.
Exercícios físicos e fisioterapia auxiliam na manutenção da força muscular, mas não impedem totalmente as contraturas.